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O Pequeno Deus Verde da Agonia (2012)

Ficha Técnica

Título da HQ: O Pequeno Deus Verde da Agonia (Stephen King’s The Little Green God of Agony)

Baseado em: Conto O Pequeno Deus Verde da Agonia (The Little Green God of Agony, publicado no livro O Bazar dos Sonhos Ruins, 2015) de Stephen King

Roteiro / Adaptação: Dennis Calero

Arte / Ilustração: Dennis Calero (Lápis, Nanquim e Cores)

Editora Original: King Features Syndicate / Marvel Custom Solutions (Webcomic serializada)

Período de Publicação Original: Outubro de 2012 – Dezembro de 2012 (Webcomic em 24 capítulos)

Editora no Brasil: Inédito no Brasil em HQ (O conto original em prosa está publicado no livro O Bazar dos Sonhos Ruins pela Editora Suma, mas a adaptação em quadrinhos nunca foi lançada no país)

A História

Adaptação de um dos contos de terror físico mais incômodos e viscerais de Stephen King. A história gira em torno de Kat Withers, uma enfermeira particular encarregada de cuidar de Andrew Newsome, um multimilionário idoso e ranzinza que sobreviveu a um terrível acidente de avião. Impedido de andar e sentindo dores excruciantes, Newsome recusa-se a fazer a fisioterapia dolorosa necessária e prefere buscar atalhos. Desesperado, ele contrata o Reverendo Rideout, um curandeiro espiritual que promete “expulsar” a dor fisicamente de seu corpo. O que Kat e os presentes testemunham durante o ritual de exorcismo é assustador: a dor de Newsome não é um mero sintoma biológico, mas sim uma entidade física parasitária — o “Pequeno Deus Verde da Agonia” —, uma criatura grotesca e disforme que ganha vida e precisa encontrar um novo hospedeiro.

Análise

O Pequeno Deus Verde da Agonia nasceu de um experimento digital idealizado por Stephen King em parceria com a King Features Syndicate: criar uma webcomic serializada com episódios curtos lançados três vezes por semana durante o outono de 2012. O conto de King é uma reflexão amarga e visceral sobre o egoísmo da dor e como a recusa em enfrentar o sofrimento pode gerar monstros reais.

O artista Dennis Calero (X-Men Noir) assumiu a responsabilidade total pela transposição visual, cuidando do roteiro, da arte e das cores. Calero adota um traço realista, expressivo e fortemente carregado de chiaroscuro (jogos de luz e sombra), que acentua o clima claustrofóbico e clínico do quarto de mansão onde se passa a maior parte da trama. A caracterização visual da entidade — uma massa verde, gosmenta, com boca e traços de dor — é perturbadora e grotesca.

Apesar de o conto em prosa ser muito conhecido pelos leitores brasileiros através de O Bazar dos Sonhos Ruins, a sua versão em arte sequencial permanece como uma pérola oculta no acervo de adaptações do autor.