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O Macaco (2025)

Ficha Técnica

Nome do filme: O Macaco (The Monkey)

Adaptação do livro: Conto “O Macaco” (The Monkey), publicado originalmente na revista Gallery (1980) e reunido na coletânea Tripulação de Esqueletos (1985)

Diretor: Osgood Perkins

Ano de lançamento: 2025

Duração: 98 minutos

Elenco principal: Theo James, Tatiana Maslany, Christian Convery, Elijah Wood, Colin O’Brien, Sarah Levy e Adam Scott

Link do IMDB: The Monkey no IMDb

Onde assistir: Amazon Prime

Trailer

Sinopse

Na infância, os irmãos gêmeos Hal e Bill encontram no sótão da família um antigo macaco de brinquedo movido a corda que pertenceu ao pai deles. Logo eles descobrem uma conexão aterradora: toda vez que a chave do brinquedo é girada e os pratos de metal do macaco batem, alguém ao redor morre de forma bizarra, brutal e inexplicável. Traumatizados pelas tragédias que destroçam sua família, os garotos jogam o objeto no fundo de um poço e cortam laços, seguindo caminhos opostos na vida adulta. No entanto, vinte e cinco anos depois, o brinquedo macabro ressurge e uma nova onda de mortes grotescas tem início, forçando os irmãos afastados a se reunirem para tentar destruir a entidade de uma vez por todas.

Crítica (Sem Spoilers)

Dirigido e roteirizado por Osgood Perkins, O Macaco foge do tom excessivamente sombrio do conto original para abraçar um Terror Trash/Splatstick vibrante e debochado, muito parecido com o espírito de Premonição e dos clássicos comédia-gore dos anos 80 de Sam Raimi e Peter Jackson.

Theo James brilha em dose dupla ao interpretar os gêmeos Hal e Bill na fase adulta: um é contido, cético e traumatizado; o outro é eufórico, caótico e ressentido. O ator consegue conferir personalidades e dinâmicas físicas completamente distintas para ambos. O elenco de apoio se diverte visivelmente com o absurdo da premissa, com destaque para as participações carismáticas de Elijah Wood e Tatiana Maslany, além do jovem Christian Convery mandando bem no papel dos irmãos quando crianças.

O ponto forte do longa está na criatividade sádica de suas sequências de assassinato. Perkins constrói reações em cadeia mirabolantes e acidentes elaborados que resultam em explosões de violência visualmente chocantes, mas com uma veia de humor negro impecável que faz a plateia rir do absurdo da situação.

Divertido, sangrento, ritmado e sem medo de abraçar a galhofa consciente do horror pastelão, O Macaco é uma adaptação revigorante que prova como o universo expandido de Stephen King pode render grandes momentos de puro entretenimento pop.