O Homem do Cortador de Grama (1981)
Ficha Técnica
Título da HQ: O Homem do Cortador de Grama (The Lawnmower Man)
Baseado em: Conto “O Homem do Cortador de Grama” (publicado na revista Cavalier em 1975 e no livro Sombras da Noite em 1978) de Stephen King
Roteiro / Adaptação: Stephen King (adaptado para o formato sequencial com roteiro de Walter Simonson)
Arte / Ilustração: Walter Simonson
Editora Original: Marvel Comics / Marvel Magazine Group (Publicado na revista antológica Bizarre Adventures #29)
Período de Publicação: Outubro de 1981 (Edição única / História curta de 10 páginas)
Editora no Brasil: Editora Abril (Publicado na revista Aventura e Ficção nº 16, em 1989)
A História
Após passar todo o verão adiando o cuidado com o gramado de sua casa no subúrbio, Harold Parkette decide contratar um serviço de jardinagem profissional. O contratado é um homem rechonchudo e misterioso que chega com um cortador de grama verde e barulhento. O pavor de Harold começa quando ele descobre que o trabalhador não conduz a máquina de forma convencional: o homem tira as roupas, fica de quatro e passa a seguir o cortador enquanto devora os detritos da relva cortada. Quando Harold percebe que o equipamento opera em adoração à antiga divindade pagã Pã, ele tenta desesperadamente chamar a polícia, desencadeando um desfecho bizarro, sangrento e inevitável.
Análise
Stephen King sempre teve uma ligação estreita com os quadrinhos. Desde a infância, ele foi um leitor voraz das publicações das décadas de 1940 e 1950 da Entertaining Comics (EC Comics) — lendária editora responsável por títulos de ficção científica, crime e pelo clássico Tales from the Crypt (que originou a famosa série Contos da Cripta nos anos 1980). Essa paixão juvenil moldou o gosto de King pelo suspense e pelo horror gráfico, tornando seu envolvimento com a arte sequencial um caminho natural após consolidar sua carreira literária.
O Homem do Cortador de Grama marca um dos primeiros passos oficiais dessa conexão. Lançada originalmente na revista Bizarre Adventures nº 29 da Marvel Magazine Group e publicada no Brasil pela Editora Abril na revista Aventura e Ficção nº 16 (1989), a obra traduz com maestria o tom bizarro do conto. A arte de Walter Simonson utiliza enquadramentos dinâmicos e um traço expressivo em preto e branco para contrastar o cotidiano pacato do subúrbio com a insanidade da adoração a Pã, preservando o choque visceral e o humor ácido característicos da formação quadrinística de King.