Creepshow 3: Forças do Mal (2006)
Ficha Técnica
Nome da obra: Creepshow 3 – Forças do Mal (Creepshow 3)
Sequência de: Creepshow: Show de Horrores (1982) e Creepshow 2: Show de Horrores (1987) / Inspirado na estética das adaptações de Stephen King e George A. Romero
Direção: Ana Clavell e James Glenn Dudelson
Ano de lançamento: 2006
Duração: 1h 44min (Filme)
Elenco principal: Kris Allen, AJ Bowen, Elina Madison, Stephanie Pettee e Roy Abramsohn
Link do IMDB: Creepshow 3 no IMDb
Onde assistir: Darkflix
Trailer
Sinopse
Mantendo o formato de antologia do clássico gibi de terror, o filme apresenta cinco histórias macabras entrelaçadas por moradores do mesmo bairro suburbano:
“Alice”: Uma adolescente fútil descobre que o controle remoto universal de seu vizinho modifica a própria realidade e a forma física de sua família a cada botão apertado.
“The Radio”: Um segurança sem sorte compra um rádio pirata de um morador de rua e passa a receber instruções cada vez mais violentas e lucrativas do próprio aparelho.
“Call Girl”: Uma garota de programa garota de programa com impulsos sociopatas é contratada por um jovem tímido, mas descobre tarde demais que seu cliente guarda um segredo grotesco.
“The Professor’s Wife”: Dois ex-alunos de um professor universitário rígido suspeitam que a nova e perfeita noiva do mestre seja, na verdade, um robô realista e decidem desmembrá-la para provar a teoria.
“Baker’s Dozen”: Uma confeiteira gananciosa usa um ingrediente misterioso providenciado por um médico de hábitos duvidosos para fazer o bolo mais viciante da cidade, desencadeando consequências canibais.
Crítica (Sem Spoilers)
Lançado em 2006 diretamente para vídeo, Creepshow 3 tomou um rumo notório na história da franquia ao ser produzido sem o envolvimento direto dos criadores originais, Stephen King e George A. Romero. O resultado é um capítulo que abraça abertamente o terror B independente dos anos 2000, trocando o orçamento modesto do passado por uma abordagem puramente trash e cômica.
A grande novidade narrativa em relação aos filmes dos anos 80 é a tentativa de conectar todas as histórias no mesmo ecossistema urbano: personagens do primeiro conto aparecem ao fundo no segundo, e assim por diante, criando um pequeno mosaico de estranheza suburbana. O conto “Call Girl” se destaca como o momento mais dinâmico do longa, entregando uma reviravolta divertida sobre o papel de vítima e predador.
Embora se afaste do estilo gótico e nostálgico das histórias ilustradas por Bernie Wrightson, a produção aposta em efeitos de maquiagem grotescos, humor negro escrachado e uma atmosfera sem pudores. Para os entusiastas de antologias de horror e colecionadores de derivados do universo de Stephen King, o filme funciona como uma curiosa e excêntrica cápsula do tempo do terror independente da era do DVD.