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Cemitério Maldito (2019)

Ficha Técnica

Nome do filme: Cemitério Maldito (Pet Sematary)

Adaptação do livro: Romance Cemitério (Pet Sematary, publicado em 1983)

Diretores: Kevin Kölsch e Dennis Widmyer

Ano de lançamento: 2019

Duração: 101 minutos

Elenco principal: Jason Clarke, Amy Seimetz, John Lithgow, Jeté Laurence e Hugo/Kernel (o gato Church)

Link do IMDB: Pet Sematary no IMDb

Onde assistir: Paramount+

Trailer

Sinopse

O Dr. Louis Creed muda-se de Boston para a pacata cidade rural de Ludlow, no Maine, com sua esposa Rachel, seus dois filhos pequenos e o gato da família, Church. Logo após a chegada, o vizinho idoso Jud Crandall os alerta sobre um cemitério de animais improvisado nas proximidades. Quando Church é atropelado em uma rodovia movimentada, Jud leva Louis para enterrar o felino em um antigo terreno de sepultamento indígena escondido além do cemitério pet. No dia seguinte, Church retorna à vida, mas com um comportamento agressivo, frio e visivelmente alterado. Quando uma tragédia ainda maior atinge a família Creed, o desespero de Louis o leva a usar o poder do antigo terreno novamente, desencadeando consequências terríveis.

Crítica (Sem Spoilers)

Dirigido pela dupla Kevin Kölsch e Dennis Widmyer (Starry Eyes), Cemitério Maldito (2019) aposta em uma estética gótica e em uma atmosfera pesada para explorar o luto incapacitante, o medo da mortalidade e a incapacidade humana de aceitar a perda.

O maior destaque técnico da produção é o design de produção e a fotografia. As florestas do Maine cobertas por névoa, a névoa constante no terreno sagrado e a icônica barreira de galhos secos criam uma sensação tátil de pesadelo contínuo. John Lithgow entrega uma performance calorosa e melancólica como Jud Crandall, enquanto a jovem Jeté Laurence rouba a cena no terceiro ato com uma atuação assustadora e impressionantemente madura.

A grande ousadia desta versão está na alteração de um ponto-chave da trama em relação ao livro e ao filme clássico de 1989. Essa mudança traz um novo fôlego à narrativa, permitindo que o roteiro explore dinâmicas psicológicas diferentes e sequências de tensão inéditas sem perder o cerne temático de King.

Mais focado no terror atmosférico e no horror corporal do que a versão dos anos 80, o filme de 2019 entrega uma releitura visceral, eficiente e sombria sobre os perigos de desrespeitar os limites entre a vida e a morte.