A Torre Negra: A Escolha dos Três — Casa de Cartas (2015)
Ficha Técnica
Título da HQ: A Torre Negra: A Escolha dos Três — Casa de Cartas (The Dark Tower: The Drawing of the Three – House of Cards)
Baseado em: Conclusão da primeira seção de A Torre Negra: A Escolha dos Três (The Dark Tower: The Drawing of the Three, 1987) de Stephen King
Roteiro / Adaptação: Robin Furth e Peter David (com supervisão e consultoria executiva de Stephen King)
Arte / Ilustração: Piotr Kowalski (Lápis e Nanquim) e Nick Filardi (Cores)
Editora Original: Marvel Comics
Período de Publicação Original: Março de 2015 – Julho de 2015 (Minissérie em 5 edições)
Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A adaptação em quadrinhos deste arco nunca foi lançada oficialmente no mercado editorial brasileiro)
A História
Neste segundo arco focado na saga de “O Prisioneiro”, a vida de Eddie Dean atinge um ponto de ruptura absoluto. Sob o domínio sufocante do vício em heroína e da influência tóxica de seu irmão Henry, Eddie envolve-se no tráfico de drogas internacional para o mafioso Enrico Balazar. A narrativa acompanha a fatídica e tensa viagem de avião de Nassau para Nova York, onde Eddie tenta contrabandear uma enorme quantidade de cocaína presa ao corpo. Enquanto a polícia e os agentes federais fecham o cerco no aeroporto JFK e o cartel de Balazar exige a entrega da mercadoria, surge a lendária porta mágica na praia de Mid-World — o ponto de encontro onde o destino de Eddie e a busca de Roland Deschain finalmente se colidem.
Análise
Casa de Cartas é um thriller de alta tensão que retrata um dos momentos mais dinâmicos e eletrizantes de toda a prosa de Stephen King. Robin Furth e Peter David traduzem com maestria a claustrofobia do voo comercial e a paranoia crescente de Eddie, cuja mente oscila entre a abstinência química e o desespero de ser pego. A adaptação brilha ao construir o clímax no estabelecimento de Balazar, The Lean Shooters, amarrando com precisão os elementos de suspense policial com a interferência do horror fantástico do Mundo Médio.
Piotr Kowalski continua no comando da arte, entregando pranchas de ritmo acelerado e composições de quadros sufocantes. Seu traço expressivo captura com detalhes viscerais o suor frias, as pupilas dilatadas e o colapso nervoso de Eddie. A transição visual entre a Nova York crua e urbana e a praia desolada banhada por monstros no universo de Roland é um dos grandes destaques do volume. A paleta de cores de Nick Filardi acentua esse contraste, alternando entre os tons néon e opacos do submundo do crime e o azul gélido da praia do Mundo Médio. Inédita no mercado editorial brasileiro, a minissérie é uma peça fundamental para testemunhar o renascimento de Eddie Dean como um verdadeiro Pistoleiro.




