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A Torre Negra: A Batalha da Colina de Jericó (2009)

Ficha Técnica

Título da HQ: A Torre Negra: A Batalha da Colina de Jericó (The Dark Tower: Battle of Jericho Hill)

Baseado em: Elementos e conexões do universo expandido da saga A Torre Negra (The Dark Tower) de Stephen King

Roteiro / Adaptação: Peter David (com enredo e supervisão de Robin Furth e consultoria executiva de Stephen King)

Arte / Ilustração: Richard Isanove (Lápis, Nanquim e Cores)

Editora Original: Marvel Comics

Período de Publicação: Dezembro de 2009 – Abril de 2010 (Minissérie em 5 edições)

Editora no Brasil: Editora Panini (Publicado em minissérie e encadernado em capa dura) / Suma

A História

Último capítulo da era de juventude de Roland Deschain no selo original da Marvel, este arco retrata o confronto final entre os últimos Pistoleiros e o exército de John Farson. Após a destruição de Gilead, os sobreviventes liderados por Roland travam uma guerra de guerrilha desesperada em um Mundo Médio em rápida decadência. A resistência culmina na lendária e sangrenta Batalha da Colina de Jericó. Cercados por forças esmagadoramente superiores e traídos por tecnologia antiga profana, Roland, Cuthbert Allgood, Alain Johns e seus companheiros fazem sua última defesa heroica, selando o trágico destino do antigo ka-tet e deixando Roland como o único Pistoleiro solitário a vagar em busca da Torre Negra.

Análise

A Batalha da Colina de Jericó encerra com chave de ouro e enorme impacto emocional o ciclo que começou em Nasce o Pistoleiro. A equipe formada por Robin Furth e Peter David dá forma a um dos eventos lendários mais citados ao longo dos romances de Stephen King, transformando menções nostálgicas e dolorosas da literatura em um épico de guerra sombrio, poético e devastador.

A arte e as cores de Richard Isanove atingem um patamar de dramatismo impressionante. O clima de fim dos tempos é traduzido em paisagens gélidas, céus cinzentos e campos de batalha cobertos de neve e sangue. As composições sequenciais dão peso solene a cada queda dos companheiros de Roland, culminando no icônico momento em que Cuthbert sopra a Buzina de Eld até o seu último suspiro. É uma adaptação impecável e dolorosa que marca a transição definitiva de Roland: de um jovem líder idealista ao Pistoleiro obstinado e calejado que conhecemos no início de O Pistoleiro.