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A Hora do Vampiro (2024)

Ficha Técnica

Nome do filme: A Hora do Vampiro (‘Salem’s Lot)

Adaptação do livro: Romance Salem (‘Salem’s Lot, publicado em 1975)

Diretor: Gary Dauberman

Ano de lançamento: 2024

Duração: 113 minutos

Elenco principal: Lewis Pullman, Makenzie Leigh, Jordan Preston Carter, Alfre Woodard, Bill Camp, John Benjamin Hickey, Spencer Treat Clark, William Sadler e Pilou Asbæk

Link do IMDB: ‘Salem’s Lot no IMDb

Onde assistir: HBO Max

Trailer

Sinopse

O escritor Ben Mears retorna à sua pacata cidade natal, Jerusalem’s Lot (conhecida carinhosamente como ‘Salem’s Lot), no Maine, em busca de inspiração para seu próximo livro, focando sua pesquisa na misteriosa e abandonada Casa Marsten. No entanto, sua chegada coincide com o surgimento de um mal ancestral e silencioso: o enigmático negociante de antiguidades Richard Straker e seu mestre, o vampiro secular Kurt Barlow, estabelecem-se na cidade. Conforme os moradores começam a desaparecer e a retornar como criaturas sedentas de sangue, Ben junta forças com um grupo improvável — a jovem Susan, o professor Matt, a Dra. Cody, o Padre Callahan e o corajoso garoto Mark Petrie — para tentar expurgar a praga de mortos-vivos antes que ‘Salem’s Lot seja totalmente consumida pela escuridão.

Crítica (Sem Spoilers)

Com direção e roteiro de Gary Dauberman (conhecido por escrever It: A Coisa e dirigir Annabelle 3: De Volta Para Casa), A Hora do Vampiro aposta em uma estética oitentista marcante e em um clima de terror gótico para reimaginar a primeira grande história de vampiros de Stephen King em formato de longa-metragem.

O elenco entrega performances sólidas que mantêm o público conectado aos dramas locais da cidade. Lewis Pullman lidera a narrativa com carisma e melancolia no papel de Ben Mears, enquanto o jovem Jordan Preston Carter se destaca como Mark Petrie, transmitindo a inteligência e a determinação do personagem. Alfre Woodard e Bill Camp acrescentam peso dramático ao grupo de caçadores de vampiros improvisados, enquanto Pilou Asbæk imprime uma presença elegante, cínica e ameaçadora como Richard Straker.

Na parte técnica, o longa se destaca pelo excelente trabalho de iluminação e fotografia de Michael Burgess. O uso criativo da luz do pôr do sol, das sombras alongadas e da névoa noturna cria sequências visualmente impressionantes, onde a ameaça dos vampiros surge de forma arrepiante. A representação de Kurt Barlow resgata a monstruosidade aterrorizante de inspiração clássica (remetendo ao antológico visual de Nosferatu e da minissérie de 1979).

Dinâmico e atmosférico, A Hora do Vampiro é um prato cheio para os fãs de histórias de vampiros clássicas e do horror rústico do Meio-Oeste americano que consagrou Stephen King no início de sua carreira.