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A Dança da Morte: Pesadelos Americanos (2009)

Ficha Técnica

Título da HQ: A Dança da Morte: Pesadelos Americanos (The Stand: American Nightmares)

Baseado em: Romance A Dança da Morte (The Stand, 1978/1990) de Stephen King

Roteiro / Adaptação: Roberto Aguirre-Sacasa (com supervisão e consultoria executiva de Stephen King)

Arte / Ilustração: Mike Perkins (Lápis e Nanquim) e Laura Martin (Cores)

Editora Original: Marvel Comics

Período de Publicação: Março de 2009 – Outubro de 2009 (Minissérie em 5 edições)

Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A adaptação em quadrinhos de A Dança da Morte nunca foi lançada oficialmente por nenhuma editora brasileira)

A História

Segundo arco da adaptação da obra-prima pós-apocalíptica de Stephen King, Pesadelos Americanos foca nas consequências imediatas após o vírus Capitão Viajante ter exterminado a vasta maioria da população humana. Com o colapso definitivo das instituições e o silêncio tomando conta das grandes cidades, os poucos sobreviventes imunes tentam se reorganizar em um mundo em ruínas. À medida que viajam pelas estradas desertas dos Estados Unidos tomadas pelo luto e pelo perigo, esses indivíduos começam a ter sonhos recorrentes e perturbadores. De um lado, são atraídos pela figura acolhedora e espiritual da idosa Mãe Abagail em Nebraska; do outro, são assombrados por pesadelos aterrorizantes com o Homem Sem Rosto, o nefasto Randall Flagg, que estabelece sua base de poder em Las Vegas.

Análise

Neste segundo volume, Roberto Aguirre-Sacasa desacelera o ritmo do pânico biológico inicial para focar no horror psicológico e na construção do clima de mistério espiritual. A transposição do texto de King é exemplar ao capturar a transição da tragédia médica para a eterna luta bíblica entre o bem e o mal, aprofundando o trauma de personagens como Stu Redman, Frannie Goldsmith, Harold Lauder e Nick Andros.

A arte de Mike Perkins continua primorosa em seu realismo detalhado. Perkins retrata a solidão melancólica dos cenários americanos abandonados com um rigor impressionante — postos de gasolina vazios, rodovias bloqueadas por engarrafamentos de carros mortos e cidades fantasmas. A colorização de Laura Martin faz um contraste impecável entre a luz quente e dourada do milharal de Mãe Abagail e os tons frios, soturnos e pesadados das sequências de pesadelo dominadas pelos olhos vermelhos de Randall Flagg. Mantendo-se inédita no Brasil, esta edição consolida a minissérie como uma das transposições mais fieis e atmosféricas da literatura de Stephen King para a arte sequencial.