A Dança da Morte (1994)
Ficha Técnica
Nome do filme: A Dança da Morte (Stephen King’s The Stand)
Adaptação do livro: Romance A Dança da Morte (The Stand, publicado em 1978 e reeditado em versão expandida em 1990)
Diretor: Mick Garris
Ano de lançamento: 1994
Duração: 361 minutos (minissérie televisiva em 4 partes)
Elenco principal: Gary Sinise, Molly Ringwald, Jamey Sheridan, Laura San Giacomo, Ruby Dee, Rob Lowe, Matt Frewer, Miguel Ferrer e Ed Harris
Link do IMDB: The Stand no IMDb
Onde assistir: Darkflix
Trailer
Sinopse
Um vírus mortal de gripe modificado geneticamente em um laboratório militar vaza e dizima mais de 99% da população mundial em poucas semanas. Os raros sobreviventes, imunes à praga, começam a ter sonhos recorrentes que os dividem em dois grupos: um liderado pela centenária e devota Mãe Abagail, que os chama para reconstruir uma sociedade pacífica em Boulder, Colorado; e outro atraído pelas visões de Randall Flagg, o “Homem de Preto”, uma entidade demoníaca que estabelece uma ditadura tirânica e militarizada nas ruínas de Las Vegas. Conforme as duas facções se consolidam, um pequeno grupo de escolhidos precisa marchar em uma missão suicida rumo ao oeste para enfrentar o mal personificado antes que Flagg destrua os remanescentes da humanidade.
Crítica (Sem Spoilers)
Dirigida por Mick Garris (frequente colaborador de King e criador de Masters of Horror) com roteiro escrito pelo próprio Stephen King, A Dança da Morte é uma conquista monumental do terror e da ficção científica pós-apocalíptica na TV dos anos 90.
O elenco estrelado é um dos maiores trunfos da produção. Gary Sinise brilha com sua presença sóbria, carismática e pé no chão como Stu Redman, servindo como a âncora moral da história. Rob Lowe entrega uma de suas atuações mais sensíveis e elogiadas como o jovem surdo-mudo Nick Andros, enquanto Jamey Sheridan compõe um Randall Flagg sedutor, arrogante e verdadeiramente aterrorizante. A inesquecível Ruby Dee traz uma dignidade quase mística para o papel de Mãe Abagail, e Matt Frewer entrega uma performance insana e memorável como o piromaníaco Trashcan Man.
A minissérie destaca-se pelo seu escopo gigante, conseguindo adaptar a densa estrutura do livro sem perder a profundidade psicológica e o desenvolvimento dos personagens. A trilha sonora composta por W.G. Snuffy Walden — somada ao uso genial da canção “Don’t Fear the Reaper” da banda Blue Öyster Cult na antológica sequência de abertura do laboratório — estabelece um clima de constante tensão e melancolia.
Épica, emocionante e profundamente espiritual, A Dança da Morte permanece como uma das adaptações mais respeitadas, fiéis e marcantes de toda a carreira de Stephen King.