Belas Adormecidas (2020)
Ficha Técnica
Título da HQ: Belas Adormecidas (Sleeping Beauties)
Baseado em: Romance Belas Adormecidas (Sleeping Beauties, 2017) de Stephen King e Owen King
Roteiro / Adaptação: Rio Youers (com supervisão e consultoria executiva de Stephen King e Owen King)
Arte / Ilustração: Alison Sampson (Desenhos) e Triona Farrell (Cores)
Editora Original: IDW Publishing
Período de Publicação Original: Junho de 2020 – Maio de 2021 (Minissérie em 10 edições)
Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A adaptação em quadrinhos desta obra nunca foi lançada no mercado editorial brasileiro)
A História
A história se passa em uma pequena cidade da Apaláchia, em um futuro próximo onde um fenômeno assustador e misterioso conhecido como a praga de “Aurora” começa a se espalhar pelo mundo. Sempre que as mulheres dormem, seus corpos são envoltos em um casulo gazeado e fibroso; se o casulo for rasgado ou se elas forem acordadas, tornam-se feralmente violentas e mortais. Enquanto as mulheres do mundo adormecem em massa — sendo transportadas para um plano misterioso e utópico onde tentam reconstruir a sociedade —, a pequena cidade de Dooling torna-se o epicentro de uma guerra de gêneros. No centro do conflito está Evie Black, uma mulher misteriosa e aparentemente imune à praga, que é mantida na prisão feminina local sob a custódia da xerife Lila Norcross e do psiquiatra Clint Norcross, dividindo os homens entre os que querem protegê-la e os que querem assassiná-la.
Análise
Belas Adormecidas marca a colaboração da IDW em adaptar uma das obras mais ambiciosas da dinastia King, escrita a quatro mãos por Stephen e seu filho Owen King. O romancista Rio Youers faz um trabalho impecável na condensação do denso livro de mais de 700 páginas em uma minissérie de 10 edições, preservando a crítica social afiada sobre machismo, violência estrutural, maternidade e a fragilidade do tecido social diante de uma crise global.
O grande destaque da adaptação é a arte surreal e orgânica da ilustradora britânica Alison Sampson. O traço detalhado de Sampson brilha na concepção dos casulos tecidos pela praga Aurora, no design enigmático da personagem Evie e nas transformações da fauna local. A paleta de cores de Triona Farrell cria um contraste hipnotizante entre os tons terrosos e claustrofóbicos da prisão e da cidade em colapso com as cores vívidas, esmeraldas e místicas do ecossistema dos sonhos para onde as mulheres são levadas. Inédita no mercado editorial brasileiro, a minissérie é uma obra rica em simbolismo e pavor psicológico.









