A Torre Negra: A Escolha dos Três — Medicina Amarga (2016)
Ficha Técnica
Título da HQ: A Torre Negra: A Escolha dos Três — Medicina Amarga (The Dark Tower: The Drawing of the Three – Bitter Medicine)
Baseado em: Terceira parte e clímax do romance A Torre Negra: A Escolha dos Três (The Dark Tower: The Drawing of the Three, 1987) de Stephen King
Roteiro / Adaptação: Robin Furth e Peter David (com supervisão e consultoria executiva de Stephen King)
Arte / Ilustração: Jonathan Marks e Cory Hamscher (Lápis e Nanquim) e Lee Loughridge (Cores)
Editora Original: Marvel Comics
Período de Publicação Original: Agosto de 2016 – Dezembro de 2016 (Minissérie em 5 edições)
Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A adaptação em quadrinhos deste arco nunca foi lançada oficialmente por nenhuma editora brasileira)
A História
Último arco da adaptação do segundo livro e o encerramento definitivo da longa e aclamada passagem de A Torre Negrapela Marvel Comics. À beira da morte por conta de uma infecção generalizada, Roland cruza a terceira e última porta mística na praia de Mid-World, que o leva à Nova York de 1977. Do outro lado está a mente do sociopata Jack Mort, o “Empurrador” — o homem responsável tanto pela perda das pernas de Odetta quanto pela morte de Jake Chambers. Roland assume o controle do corpo de Mort em uma corrida frenética contra o tempo para obter os remédios (a “medicina amarga”) que salvarão sua vida, conseguir munição e orquestrar um plano de justiça e convergência temporal que une as mentes de Odetta e Detta, dando origem à formidável Susannah Dean e consolidando o novo ka-tet.
Análise
Medicina Amarga encerra com chave de ouro a fase da Marvel nos quadrinhos, entregando um clímax frenético, inteligente e emocionalmente satisfatório. Robin Furth e Peter David conduzem com maestria o intrincado jogo de viagem no tempo e convergência de destinos idealizado por Stephen King. O roteiro brilha ao mostrar Roland agindo de forma calculista e implacável dentro do corpo de Jack Mort, utilizando a loja de armas e a farmácia como palcos para uma verdadeira aula de sobrevivência e tática.
A arte do arco mantém a assinatura expressiva e visceral de Jonathan Marks e Cory Hamscher, que capturam perfeitamente a urgência e o ritmo acelerado da trama. O contraste entre o ambiente urbano, movimentado e tenso de Nova York e o desespero de Eddie cuidando de Detta na praia de Mid-World é trabalhado com forte apelo dramático. As cores de Lee Loughridge pontuam os momentos de ação com tons quentes e vibrantes na cidade, enquanto a praia permanece em um tom melancólico de crepúsculo. Inédito no Brasil, este volume marca o ponto final de quase dez anos de publicações ininterruptas da saga do Pistoleiro pela Marvel Comics.




