A Torre Negra: A Escolha dos Três — O Prisioneiro (2014)
Ficha Técnica
Título da HQ: A Torre Negra: A Escolha dos Três — O Prisioneiro (The Dark Tower: The Drawing of the Three – The Prisoner)
Baseado em: Primeira parte do romance A Torre Negra: A Escolha dos Três (The Dark Tower: The Drawing of the Three, 1987) de Stephen King
Roteiro / Adaptação: Robin Furth e Peter David (com supervisão e consultoria executiva de Stephen King)
Arte / Ilustração: Piotr Kowalski (Lápis e Nanquim) e Nick Filardi (Cores)
Editora Original: Marvel Comics
Período de Publicação Original: Setembro de 2014 – Novembro de 2014 (Minissérie em 5 edições)
Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A adaptação em quadrinhos do segundo livro da saga nunca foi lançada oficialmente no mercado editorial brasileiro)
A História
Esta minissérie marca o início da adaptação do segundo volume literário da saga, trazendo uma mudança radical de cenário. A narrativa deixa momentaneamente os desertos do Mundo Médio para mergulhar na Nova York dos anos 1960 e 1970, contando a trágica infância e juventude de Eddie Dean — a primeira carta do Tarot do Homem de Preto a ser “puxada” por Roland, a figura conhecida como “O Prisioneiro”. A HQ explora a dinâmica tóxica de Eddie com seu irmão mais velho, Henry Dean, um veterano da Guerra do Vietnã manipulador e amargurado que arrasta o jovem Eddie para o submundo do vício em heroína e para os esquemas perigosos da máfia nova-iorquina comandada por Enrico Balazar.
Análise
O Prisioneiro inaugura uma nova era nas HQs de A Torre Negra. Robin Furth e Peter David acertam em cheio ao expandir o passado de Eddie Dean, mostrando eventos que o livro original apenas citava superficialmente. A transição de gênero é notável: o tom de fantasias operísticas e faroeste dá lugar a um crime urbano cru, um drama familiar doloroso sobre dependência química e manipulação psicológica.
A arte traz a estreia do polonês Piotr Kowalski (Sex, Marvel Knights: Hulk), substituindo o estilo clássico de Richard Isanove. Kowalski entrega um traço urbano, anguloso e realista, perfeito para capturar a sujeira, o perigo e o caos decadente das ruas de Nova York nas décadas de 70. A colorização de Nick Filardi complementa o tom, utilizando cores opacas, frias e amareladas para retratar a opressão dos apartamentos e a espiral autodestrutiva do vício de Eddie. Inédita no Brasil, a minissérie é essencial para compreender a profundidade e a dor de um dos personagens mais amados do ka-tetde Roland.