Vampiro Americano (2010)
Ficha Técnica
Título da HQ: Vampiro Americano (American Vampire) — Arco Inicial / Volume 1
Baseado em: Conceito original de Scott Snyder, com co-criação e história original em parceria com Stephen King
Roteiro: Scott Snyder (História principal de Pearl Jones) e Stephen King (Origem de Skinner Sweet)
Arte / Ilustração: Rafael Albuquerque (Lápis e Nanquim) e Dave McCaig (Cores)
Editora Original: DC Comics / Vertigo
Período de Publicação Original: Março de 2010 – Novembro de 2010 (Edições #1 a #5)
Editora no Brasil: Editora Panini (Estreou no Brasil em 2010 nas páginas da revista mensal antológica Vertigo; posteriormente compilado em encadernados de capa dura e edições de luxo)
A História
Primeiro arco da aclamada série que reinventou a mitologia dos vampiros na arte sequencial. A trama aborda a evolução de uma nova espécie de predador: o Vampiro Americano, que ao contrário dos aristocratas europeus tradicionais (que temem a luz do sol e são refinados), é forte, veloz, imune à luz solar e ganha poder com a lua cheia. A HQ acompanha duas linhas temporais paralelas na América:
Década de 1920 (por Scott Snyder): Pearl Jones, uma jovem e ambiciosa atriz aspirante em Los Angeles, é traída por produtores que na verdade pertencem a um clã de vampiros europeus antigos. Deixada para morrer no deserto, ela é salva e transformada por Skinner Sweet, tornando-se uma nova espécie de predador e buscando vingança na era do cinema mudo.
Velho Oeste, 1880 (por Stephen King): A sangrenta história de origem de Skinner Sweet, um sociopata e assaltante de bancos do Velho Oeste que é inadvertidamente infectado por sangue vampírico durante um confronto com um lorde europeu, tornando-se o primeiro Vampiro Americano da história.
Análise
Vampiro Americano é um marco histórico no currículo de Stephen King por ser a primeira e única HQ em que o autor escreveu um roteiro direto e inédito para os quadrinhos, em vez de apenas supervisionar adaptações de seus romances. Convidado por Scott Snyder, King aceitou escrever o passado de Skinner Sweet nas primeiras cinco edições, trazendo seu toque característico de terror visceral, diálogos afiados e ambientação histórica impecável.
A arte do brasileiro Rafael Albuquerque foi o grande catalisador do sucesso estrondoso da série. Albuquerque imprime um estilo enérgico, cru e altamente expressivo, capaz de alternar entre o glamour melancólico da Hollywood dos anos 20 e a poeira sangrenta do Velho Oeste. As transformações dos vampiros de Albuquerque — com mandíbulas alongadas, garras brutais e olhar demoníaco — afastaram os vampiros do estereótipo romântico da época e devolveram o monstro ao horror puro. A colorização de Dave McCaig usa tons de sépia, areia e poeira para o arco de King e cores vibrantes e noturnas para o arco de Snyder.
Aclamada pela crítica e vencedora do prestigiado Eisner Award, a série conquistou uma legião de leitores no Brasil desde sua estreia no mix Vertigo, consolidando-se mais tarde em luxuosos encadernados que ocupam lugar de destaque nas estantes dos fãs de Stephen King e de quadrinhos de horror.