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A Torre Negra: O Pistoleiro — A Jornada Começa (2010)

Ficha Técnica

Título da HQ: A Torre Negra: O Pistoleiro — A Jornada Começa (The Dark Tower: The Gunslinger – The Journey Begins)

Baseado em: Primeira parte do romance A Torre Negra: O Pistoleiro (The Dark Tower: The Gunslinger, 1982) de Stephen King

Roteiro / Adaptação: Peter David (com enredo e supervisão de Robin Furth e consultoria executiva de Stephen King)

Arte / Ilustração: Sean Phillips (Lápis e Nanquim) e Richard Isanove (Cores)

Editora Original: Marvel Comics

Período de Publicação: Maio de 2010 – Setembro de 2010 (Minissérie em 5 edições)

Editora no Brasil: Inédito no Brasil (A Panini publicou no país apenas a primeira fase focada na juventude de Roland; as minisséries que adaptam diretamente o livro O Pistoleiro permaneceram inéditas)

A História

Marcou a transição fundamental da franquia nos quadrinhos: após adaptar os eventos de juventude criados para as HQs, este arco dá início à adaptação direta dos romances originais de Stephen King, começando pelo primeiro livro. Anos após a tragédia da Colina de Jericó, encontramos um Roland Deschain envelhecido, calejado e implacável cruzando o deserto infinito do Mundo Médio no encalço de seu grande inimigo, o Homem de Preto (Walter O’Dim / Marten Broadcloak). Em sua perseguição obcecada, Roland chega à decadente e poeirenta cidade de Tull. Lá, o Pistoleiro se vê enredado em uma armadilha espiritual e fanática orquestrada por Walter através da pregadora Sylvia Pittston, culminando em um massacre trágico e inevitável antes que ele possa prosseguir sua jornada rumo às montanhas.

Análise

A Jornada Começa inaugura uma nova era estética e narrativa para a saga A Torre Negra na Marvel. Peter David e Robin Furth conseguem capturar com perfeição o tom desolado, cru e quase niilista da prosa do primeiro livro de King, mantendo a atmosfera poética de faroeste crepuscular que consagrou o início da franquia.

O grande marco desta edição foi a mudança na arte conceitual: o consagrado artista britânico Sean Phillips (Criminal, Incógnito) assumiu os desenhos, trazendo um traço mais áspero, cru e expressionista, perfeito para retratar o envelhecimento de Roland e a sujeira decadente do deserto. A colorização magistral de Richard Isanove serviu como o elo de continuidade perfeito com os arcos anteriores, pintando o deserto de Tull com tons abrasivos de amarelo, areia e vermelho-sangue.

Diferente do ciclo focado na juventude de Roland (que saiu na íntegra pela Panini em capa dura), esta fase de adaptações diretas dos romances não chegou a ser lançada oficialmente no mercado editorial brasileiro, tornando-se um item de colecionador bastante procurado por leitores do autor no país. É um capítulo visceral que captura com precisão a icônica frase de abertura da literatura: “O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro o seguia.”