A Torre Negra: A Queda de Gilead (2009)
Ficha Técnica
Título da HQ: A Torre Negra: A Queda de Gilead (The Dark Tower: The Fall of Gilead)
Baseado em: Elementos e conexões do universo expandido da saga A Torre Negra (The Dark Tower) de Stephen King
Roteiro / Adaptação: Peter David (com enredo e supervisão de Robin Furth e consultoria executiva de Stephen King)
Arte / Ilustração: Richard Isanove (Lápis, Nanquim e Cores)
Editora Original: Marvel Comics
Período de Publicação: Maio de 2009 – Setembro de 2009 (Minissérie em 6 edições)
Editora no Brasil: Editora Panini (Publicado em minissérie e encadernado em capa dura) / Suma
A História
A inevitável tragédia profetizada ao longo de toda a franquia finalmente se concretiza neste arco devastador. Com o barão Steven Deschain fragilizado e a liderança de Gilead corroída por traições internas, o vilão John Farson (O Homem Bom) e suas forças rebeldes marcham com armas tecnológicas do “Mundo Antigo” para exterminar os últimos defensores da civilização. Enquanto o pavor toma conta da cidade, Roland Deschain e seu ka-tet tentam desesperadamente conter o caos, mas a conspiração orquestrada por Marten Broadcloak resulta em perdas trágicas e irreparáveis dentro do próprio Castelo de Discordia. Em meio a assassinatos, loucura e massacres sangrentos, os jovens pistoleiros testemunham o fim da ordem e o colapso definitivo da lendária fortaleza de Gilead.
Análise
A Queda de Gilead é amplamente considerada a minissérie mais sombria, violenta e emocionante de toda a fase da Marvel Comics. Por tratar de um evento histórico do Mundo Médio que no texto literário original era apenas mencionado com tom de pesar melancólico por Roland, a equipe liderada por Robin Furth e Peter David teve a liberdade de construir um épico de guerra trágico em escala monumental.
Na arte, Richard Isanove assume integralmente o traço e as cores, entregando um trabalho visceral. O visual gótico e elegante dos volumes anteriores dá lugar a cenas de batalha cruas, explosões de violência e enquadramentos focados no desespero nos rostos dos personagens. A iluminação de Isanove é mestre em retratar Gilead em chamas: fumaça densa, tons de laranja, vermelho-sangue e cinza fuligem dominam as páginas, simbolizando literalmente a queima da luz da civilização e o início da decadência do mundo que “seguiu em frente”. É uma obra monumental e dolorosa sobre o fim de uma era.