Às Vezes Eles Voltam 2 (1996)
Ficha Técnica
Nome da obra: Às Vezes Eles Voltam… Outra Vez (Sometimes They Come Back… Again)
Sequência de: Às Vezes Eles Voltam (Sometimes They Come Back, 1991) / Baseado no universo do conto de Stephen King
Direção: Adam Grossman
Ano de lançamento: 1996
Duração: 1h 38min (Filme)
Elenco principal: Michael Gross, Alexis Arquette, Hilary Swank, Bojesse Christopher e Jennifer Aspen
Link do IMDB: Sometimes They Come Back… Again no IMDb
Onde assistir: Darkflix
Trailer
Sinopse
Jon Porter é um psicólogo de sucesso que descobre a trágica e misteriosa morte de sua mãe. Ele se vê forçado a retornar à sua pequena cidade natal em Glenrock, acompanhado de sua filha adolescente Michelle, perto do aniversário de 18 anos da garota. A viagem desperta em Jon as dolorosas memórias da infância, quando sua irmã mais velha, Michelle, foi brutalmente assassinada nos anos 1960 por uma gangue de adolescentes delinquentes praticantes de satanismo. O horror renasce quando a mesma gangue — liderada pelo sinistro Tony Ricks — retorna dos mortos intocada pelo tempo. Trazendo um pacto demoníaco e sede de vingança, os delinquentes mortos-vivos passam a perseguir a filha de Jon, dispostos a terminar o ritual profano que foi interrompido décadas atrás.
Crítica (Sem Spoilers)
Lançado diretamente em vídeo no ápice do formato VHS em 1996, Às Vezes Eles Voltam… Outra Vez resgata a premissa fantasmagórica do famoso telefilme de 1991 baseado no conto clássico de Stephen King publicado na coletânea Sombras da Noite.
O filme substitui o tom escolar e nostálgico do original por uma estética visceral, estilizada e repleta de terror sobrenatural noventista. Michael Gross (famoso pela franquia O Mágico de Oz e O Trem das Treze) constrói um protagonista atordoado pelo trauma do passado, mas o grande destaque do elenco fica para o jovem elenco de apoio: Alexis Arquette entrega uma performance deliciosamente ameaçadora e extravagante como o vilão líder do grupo profano, enquanto uma jovem Hilary Swank (três anos antes de vencer seu primeiro Oscar) brilha no papel da filha ingênua e vulnerável perseguida pela maldição.
O diretor Adam Grossman faz um bom uso de iluminação dramática, maquiagem e efeitos práticos de horror, criando uma atmosfera angustiante e estilizada de fobia sobrenatural. Embora se afaste do texto original de King para criar sua própria mitologia de pactos infernais, o longa é uma sequência direct-to-video divertida, dinâmica e muito representativa do cinema de terror do final do século XX.