Passageiro do Futuro 2 (1996)
Ficha Técnica
Nome da obra: Passageiro do Futuro 2 (Lawnmower Man 2: Beyond Cyberspace / Lawnmower Man 2: Jobe’s War)
Sequência de: O Passageiro do Futuro (The Lawnmower Man, 1992) / Livremente inspirado nos conceitos e título do conto de Stephen King
Direção: Farhad Mann
Ano de lançamento: 1996
Duração: 1h 32min (Filme)
Elenco principal: Patrick Bergin, Matt Frewer, Austin O’Brien, Ely Pouget e Kevin Conway
Link do IMDB: Lawnmower Man 2: Beyond Cyberspace no IMDb
Onde assistir: Plex
Trailer
Sinopse
Anos após a explosão do laboratório no primeiro filme, o vilão Jobe Smith sobreviveu ao ter sua mente transferida e presa no ciberespaço, embora seu corpo físico tenha sido reconstruído de forma severamente desfigurada. Vivendo em um futuro distópico, Jobe é resgatado e contratado pelo bilionário ganancioso Jonathan Walker, que busca utilizar os poderes telepáticos e virtuais do vilão para criar o “Chiron Chip”, um microprocessador revolucionário capaz de conectar e controlar todas as redes de computadores do planeta. Para impedir a dominação digital absoluta, o jovem Peter Parkette se une a um grupo de hackers adolescentes e resgata o Dr. Benjamin Trace, o cientista genial e criador original da tecnologia, desencadeando uma batalha final travada nas entranhas da realidade virtual.
Crítica (Sem Spoilers)
Lançado em 1996, Passageiro do Futuro 2 tomou uma decisão drástica ao abandonar quase que completamente as poucas raízes de terror psicológico do longa de 1992, reeditando a franquia como uma aventura futurista de ficção científica cyberpunk voltada para o público infanto-juvenil.
A mudança de tom é visível pela substituição do elenco principal: Matt Frewer assume o papel do vilão Jobe (anteriormente vivido por Jeff Fahey), trazendo uma atuação muito mais caricata, histriônica e expressiva. Do outro lado, Patrick Bergin traz um peso dramático eficiente como o novo herói e cientista Dr. Trace, enquanto Austin O’Brien retorna como Peter, servindo como a ponte emocional de amizade que conecta a infância ao mundo virtual.
Do ponto de vista estético, o filme reflete o fascínio e o otimismo ingênuo do cinema dos anos 90 com a ascensão da internet comercial. Os efeitos visuais gerados por computador (CGI), embora datados para os padrões atuais, eram bastante ambiciosos para a época e constroem uma visão colorida, vibrante e quase em quadrinhos do ciberespaço. Trata-se de uma produção guilty pleasure divertida, que vale pela nostalgia do imaginário digital noventista e pela sua energia de ficção científica descompromissada.