O Iluminado (1997)
Ficha Técnica
Nome do filme: O Iluminado (Stephen King’s The Shining)
Adaptação do livro: Romance O Iluminado (The Shining, publicado em 1977)
Diretor: Mick Garris
Ano de lançamento: 1997
Duração: 273 minutos (minissérie televisiva em 3 partes)
Elenco principal: Steven Weber, Rebecca De Mornay, Courtland Mead, Wil Horneff, Melvin Van Peebles e Pat Hingle
Link do IMDB: The Shining no IMDb
Onde assistir: Darkflix
Trailer
Sinopse
Jack Torrance é um escritor em recuperação do alcoolismo que aceita o emprego de zelador de inverno no isolado Hotel Overlook, nas montanhas do Colorado, enxergando a oportunidade perfeita para reconstruir sua vida familiar e terminar sua peça de teatro. Ele se muda para o local com a esposa Wendy e o pequeno filho Danny, uma criança dotada de uma habilidade psíquica extraordinária chamada “o iluminado”. Conforme a neve bloqueia os caminhos e isola a família do mundo exterior, as forças malévolas e sobrenaturais que habitam os corredores do Overlook passam a manipular os traumas, os vícios e a culpa de Jack, empurrando-o gradativamente para a loucura enquanto tentam se apoderar do imenso poder espiritual de Danny.
Crítica (Sem Spoilers)
Dirigida por Mick Garris e com roteiro assinado pelo próprio Stephen King, esta versão de O Iluminado destaca-se por resgatar o coração dramático e a dor da tragédia familiar que fundamentam a obra original.
O grande trunfo da minissérie está na interpretação de Steven Weber como Jack Torrance. Ao contrário do tom abertamente excêntrico adotado por Jack Nicholson na versão de 1980, Weber entrega um Jack humano, carinhoso e visivelmente atormentado pela culpa e pelo vício. Sua queda em desgraça é lenta e dolorosa, permitindo que o público se afeiçoe ao personagem antes que as entidades do hotel tomem o controle de sua mente. Rebecca De Mornay traz uma Wendy forte, madura e protetora, muito mais alinhada com a heroína dos livros do que a versão fragilizada de Shelley Duvall.
Filmada no verdadeiro Stanley Hotel — o local histórico no Colorado que inspirou King a escrever o livro em 1974 —, a produção transborda autenticidade e nostalgia nos seus cenários. O ritmo em três partes permite um aprofundamento rico no passado dos personagens, nas regras do “iluminado” e na própria história sombria do Overlook, incluindo sequências icônicas do livro como as sebes de animais que ganham vida e o incêndio da caldeira.
Embora alguns efeitos especiais de maquiagem e computação gráfica dos anos 90 demonstrem o desgaste do tempo, O Iluminado (1997) é um triunfo narrativo e uma obra indispensável para quem busca uma adaptação emocional, respeitosa e visceral da essência do Mestre do Terror.