Skip to main content

Corações na Atlântida (2001)

Ficha Técnica

Nome do filme: Corações na Atlântida (Hearts in Atlantis)

Adaptação do livro: Novela “Noviços na Escuridão” (Low Men in Yellow Coats), publicada no livro de contos Evolução/ Corações na Atlântida (1999)

Diretor: Scott Hicks

Ano de lançamento: 2001

Duração: 101 minutos

Elenco principal: Anthony Hopkins, Anton Yelchin, Hope Davis, Mika Boorem e David Morse

Link do IMDB: Hearts in Atlantis no IMDb

Onde assistir: Amazon Prime (Aluguel)

Trailer

Sinopse

Ao retornar à sua cidade natal para o velório de um amigo da infância, o fotógrafo Bobby Garfield relembra o inesquecível verão de 1960, quando tinha apenas 11 anos. Naquela época, órfão de pai e criado por uma mãe fria e egoísta, Bobby faz amizade com Ted Brautigan, um idoso misterioso e gentil que aluga um quarto no andar de cima de sua casa. Conforme se aproximam, Ted revela possuir habilidades psíquicas extraordinárias e contrata o garoto para uma missão peculiar: ficar atento à chegada dos “Homens Baixos”, misteriosos agentes que o perseguem para explorar seus poderes. Em meio a essa estranha ameaça, Ted se torna a figura paterna que Bobby nunca teve, ensinando-lhe lições valiosas sobre a vida, o amor e a coragem.

Crítica (Sem Spoilers)

Dirigido pelo cineasta australiano Scott Hicks (Shine), Corações na Atlântida opta por afastar os elementos mais complexos de fantasia sombria da obra original para se concentrar no drama humano, na sensibilidade do amadurecimento e na força das memórias afetivas.

O grande trunfo do longa-metragem está na química tocante entre o lendário Anthony Hopkins e o saudoso Anton Yelchin. Hopkins empresta a Ted Brautigan uma serenidade magnética, carinho e um olhar de profunda sabedoria, enquanto o jovem Yelchin entrega uma atuação incrivelmente genuína, capturando a vulnerabilidade e a curiosidade de um menino na transição para a juventude. Hope Davis também se destaca no papel difícil da mãe ambiciosa e ressentida de Bobby.

A fotografia calorosa e dourada de Piotr Sobocinski cria uma atmosfera de nostalgia impecável, transportando o espectador de volta à América dos anos 1960. A trilha sonora sutil complementa com perfeição o tom melancólico e poético da narrativa.

Embora tome a decisão de simplificar os ganchos fantásticos ligados ao universo Expandido de Stephen King, o filme triunfa ao focar na emoção das relações humanas. Corações na Atlântida é uma obra delicada, elegante e emocionante sobre o impacto duradouro das pessoas que cruzam nosso caminho durante a infância.