“Sem Palhaçada” afirma Andy Muschietti sobre It: Bem-Vindos a Derry

O Pennywise mutante de Stephen King está de volta para nos assombrar na série prelúdio It: Bem-Vindos a Derry (It: Welcome to Derry). Em breve retornaremos à cidade mais sinistra da América. It: Welcome to Derry nos transporta para 1962, trazendo novas histórias aterrorizantes de Pennywise, o Palhaço Dançante, espreitando pelos esgotos e se alimentando do pavor das crianças de Derry, no Maine.

Após adaptar o romance It – A Coisa em dois filmes de sucesso (2017 e 2019), o diretor Andy Muschietti sabia que ainda havia partes do livro merecedoras de destaque na tela. Com a bênção de Stephen King, ele decidiu explorar um dos interlúdios mais marcantes do romance: o crime de ódio que culmina no incêndio do clube Black Spot, que serve de eixo narrativo para a primeira temporada.

“É um grande paroxismo de violência que não apenas reflete a escuridão da história no livro, mas também ecoa a violência que de fato ocorreu nos Estados Unidos, com todas as implicações da tensão racial e da segregação daqueles tempos”, explica Muschietti.

A trama acompanha a chegada de Charlotte e Leroy Hanlon (Taylour Paige e Jovan Adepo), ancestrais do futuro membro essencial do Clube dos Otários, Mike Hanlon. O casal se muda para Derry com seus filhos justamente quando uma nova onda de desaparecimentos começa a assolar a cidade. Outro destaque é o jovem Dick Hallorann (Chris Chalk), personagem importante de O Iluminado, cujo dom sobrenatural se torna parte central da narrativa.

“Para nós, foi uma escolha óbvia”, afirma Muschietti. “Dick era um personagem extraordinário, não apenas por estar em O Iluminado, mas porque [seu] poder se conecta de maneira essencial a essa história.”

O elenco também conta com James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso. E, como não poderia faltar, Bill Skarsgård reprisa o papel da entidade sobrenatural de dentes afiados que é a fonte de todo o terror.

Diferente das adaptações anteriores, nas quais It – A Coisa explorava os medos pessoais de suas vítimas, Muschietti buscou inspiração no próprio contexto histórico.

“Há um novo conjunto de horrores, um medo coletivo, muito ligado àquela época. Em 1962, os Estados Unidos viviam o auge da Guerra Fria, e as pessoas estavam conscientes da ameaça nuclear… Havia todo um gênero de filmes dos anos 1950 com criaturas radioativas que mutavam em monstros, além dos treinamentos escolares sobre ‘O que fazer em caso de ataque nuclear?’. As crianças realmente tinham pavor disso”, comenta o diretor.

Além desse pano de fundo, Muschietti também incluiu medos concebidos por sua própria imaginação. “Alguns se baseiam em aspectos universais, outros em questões mais particulares e são justamente esses que mais me perturbam.” Sem revelar detalhes, o diretor apenas avisa que os fãs devem se preparar para cenas de horror corporal intenso já nos primeiros episódios.

Ao lado de Barbara Muschietti e Jason Fuchs, o diretor também expandiu a mitologia em torno de It – A Coisa.

“O objetivo da série, entre outros, é abrir uma janela para o outro lado e transmitir ao público a sensação de que tudo o que sabem sobre o livro, os filmes e as histórias é apenas a ponta do iceberg”, explica. Isso inclui mergulhar no universo maior de Stephen King, em A Torre Negra, e mostrar como Pennywise e a tartaruga ancestral Maturin se conectam a ele.

Arte conceitual de David Romero, para Maturin nos filmes. Infelizmente não utilizadas nos filmes

“Tudo do outro lado está ligado à Torre Negra, porque é o mesmo universo, o macroverso”, afirma. Embora haja limites sobre o quanto a série poderá aprofundar essa mitologia “Sendo It – A Coisa, vemos tudo principalmente da perspectiva humana”, esclarece, Muschietti promete uma visão mais ampla do que a apresentada em It e It: Capítulo Dois. “Nesta série, vamos além da especulação. O público terá vislumbres reais do outro lado.”

Outro ponto importante será a Casa Neibolt, o casarão em ruínas explorado pelo Clube dos Otários no romance original. “Estou muito feliz em voltar à Neibolt. Ela não é apenas uma casa, mas o portal para o covil de It. Aparece já na 1ª temporada… e ganha um novo significado”, revela o diretor.

Caso seja renovada, planos já indicam ao menos mais duas temporadas, It: Bem-Vindos a Derry deve aprofundar a história da Casa Neibolt: quem a construiu, como se tornou um lugar amaldiçoado, além de explorar outros interlúdios do romance que se passam em 1935 e 1908. Por enquanto, prepare-se para muitos sustos de gelar o sangue e diversos easter eggs ao longo dos nove episódios da série, que estreia na HBO em outubro, bem a tempo da temporada de Halloween.

It: Bem-vindos a Derry estreia em outubro, na HBO Max.

O livro It – A Coisa é publicado no Brasil pela Editora Suma e foi traduzido pela espetacular Regiane Winarski, e você pode adquirir aqui.

E vocês, Leitores Fiéis? Estão ansiosos para ver a serie It: Bem Vindos a Derry?

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