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Carrie (1976)

Ficha Técnica

Nome do filme: 1922 (1922)

Adaptação do livro: Novela “1922”, publicada na coletânea Escuridão Total: Sem Estrelas (2010)

Diretor: Zak Hilditch

Ano de lançamento: 2017

Duração: 102 minutos

Elenco principal: Thomas Jane, Dylan Schmid, Molly Parker, Neal McDonough e Kaitlyn Bernard

Link do IMDB: 1922 no IMDb

Onde assistir: Netflix

Trailer

Sinopse

Em 1922, em Nebraska, o orgulhoso fazendeiro Wilfred James vive no campo com sua esposa, Arlette, e o filho adolescente do casal, Henry. O conflito se instala na família quando Arlette herda 100 acres de terra e expressa a intenção firme de vender a propriedade para se mudar para a cidade grande. Inconformado com a ideia de perder suas terras e sua rotina rural, Wilfred manipula e convence o hesitante filho a ajudá-lo a assassinar Arlette e jogar seu corpo em um poço seco no quintal. No entanto, após cometerem o crime, uma maldição de azar, paranoia, pragas de ratazanas e assombrações passa a perseguir pai e filho, arrastando suas vidas para uma espiral inevitável de tragédia e loucura.

Crítica (Sem Spoilers)

Dirigido pelo australiano Zak Hilditch, 1922 é um suspense macabro que remete diretamente às clássicas histórias de culpa e punição de Edgar Allan Poe. O filme abre mão dos sustos fáceis do terror comercial para construir uma atmosfera lenta, angustiante e profundamente melancólica.

Thomas Jane entrega uma das melhores e mais transformadoras atuações de sua carreira no papel de Wilfred James. Com um sotaque carregado do Meio-Oeste, postura rígida e olhar gélido, o ator constrói um homem cuja teimosia e apego à terra o cegam para a monstruosidade de seus atos. A química trágica entre ele e o jovem Dylan Schmid capta com perfeição a decadência da relação entre pai e filho à medida que o remorso consome a sanidade dos dois.

A fotografia do longa é belíssima e claustrofóbica, utilizando paisagens rurais abertas de milharais e céus cinzentos para ironicamente transmitir uma sensação contínua de aprisionamento. A trilha sonora desconfortável de Mike Patton, aliada ao uso recorrente de ratos como símbolos de podridão moral, pontua o tom grotesco da narrativa.

Sombrio, cru e com um ritmo cadenciado impecável, 1922 destaca-se como um drama de horror psicológico elegante e devastador, figurando entre as adaptações mais fiéis e maduras da obra recente de Stephen King.