OS MANNIS

Os Manni são uma das seitas religiosas mais antigas e peculiares do Mundo-Médio. De acordo com a sabedoria Manni, sua religião foi fundada pelo profeta Hnaegi pouco antes do reinado do Eld. Toda a religião é baseada em viagens a outros mundos através dos espaços-todash, também conhecidos como os buracos na realidade. Quando viajam em todash, tanto o corpo quando a mente são temporariamente transportados para um novo lugar, deixando para trás apenas um rastro, uma brilhante aura cinzenta. Para facilitar essa viagem todash, Os Mannis cultuam uma entidade suprema conhecida como "O Maior", ou, alternativamente, "A Força."

Ao tentaram viajar em Todash, os Homens Mannis se reúnem em círculos e rezam para "O Maior". As suas orações na maioria das vezes são respondidas de forma rápida, e assumem a forma de um zumbido de alta-frequencia que pode soar como mero barulho para os não iniciados, mas que na verdade é um elaborado mantra usado como condutor para centrar suas energias espirituais. Eles rezam em busca de uma passagem segura e para fortalecerem alguns artefatos religiosos que serão usados para as viagens todash. Tais artefatos incluem "Plumb-Bobs" (que parecem com pequenos piões de madeira usados pelas crianças) e pêndulos em forma de concha (imas). Os talismãs mais poderosos são mantidos em uma caixa conhecida como "coffs", onde são gravadas imagens de estrelas, luas, e outras formas cabalísticas e geométricas. Os mannis rezam Ao Maior por "Kaven", a persistência da magia no mundo. Eles agarram cada um dos seus Plumb-Bobs e os usam para se aproveitarem da magia latente em determinada região. Com os Plumb-Bobs oscilando como pêndulos, brilhantes portais todash são abertos.

Os Mannis levam anos para aprender a meditar e a usarem os Plumb-bobs que vão orientá-los através dos buracos todash na realidade. Além disso, os mannis são treinados para serem exclusivamente sintonizados com seu meio ambiente, a fim de garantir que a versão da terra para a qual eles vão retornar seja a mesma da qual eles partiram.

Os Mannis acreditam que aquele que leva uma vida baseada na moral e segue suas tradições acabará se tornando um andarilho-todash após a sua queda mortal. Este estado de unicidade todash é conhecido como "Ken-ar" e é nível mais elevado de realização espiritual no sistema de crença Manni. No entanto, aqueles que sucumbem ao pecado, corrupção e desejo, durante toda a sua vida será relegado ao Abismo de Na´ar, um universo onde os maus são punidos por toda a eternidade.

A Cultura Manni é tão distinta quanto seu sistema de crença. Independentemente da temperatura, homens Mannis trajam roupas volumosas, de cores desgastadas negras ou azuis escuras, assim como chapéus negros. Como resultado, muitas vezes os andarilhos se referem a eles como "Chapéus-Azuis". Os anciões Mannis invariavelmente tem longas barbas, e os Mannis mais jovens tem os cabelos mais curtos e barbas repuxadas para trás. Eles usam versões menores de seus plumb-bobs e imãs em pequenas correntes prateadas em torno de seus pescoços.

Todos os homens Mannis tem unhas muito longas, já que sua religião permite cota-las apenas duas vezes ao ano. Mulheres Mannis usam roupas desgastadas ou vestidos de corte de cores sólidas, geralmente preto, cinza ou azul escuro. Os Mannis raramente correm em cavalos, eles dirigem largos vagões de "Burka" com grandes tetos arredondados cobertos por espessaz lonas brancas para refletirem o sol e manterem o interior fresco em dias quentes. Alguns desses Vagões-Buka são tão grandes que é preciso uma equipe de seis mulas ou quatro cavalos para puxa-los.

Os Mannis vivem uma vida discreta, evitando contato com sociedades de fora e a influencia de cultura estrangeira e de tecnologia. (que consideram demasiadamente estranhas). As sociedades Mannis são lideraras por um Dinh, que, por sua vez, é aconselhado por anciões de varias aldeias. Anciões Mannis se reúnem muitas vezes para discutirem questões importantes no "Templo", um grande salão que é a central da maioria das aldeias Mannis.

Sempre que uma nova aldeia Manni é construída, "O Templo" é o primeiro edifício que a comunidade ergue. Uma das maiores civilizações Mannis de hoje em dia é a aldeia Manni de Redpath (ou "Manni Kra Redpath-a-Sturgis", no dialeto Manni), que está localizada nas fronteiras ao nordeste de Calla Bryn Sturgis.

A base da economia Manni é a agricultura. Enquanto as plantações variam um pouco de aldeia para aldeia em função do clima a da qualidade do solo, Os Mannis tradicionalmente plantam abóboras, alho, berinjela e pimentas. Os Mannis também são famosos por suas habilidades de criação animal e pela qualidade dos seus animais. Eles são excelentes vaqueiros e são reconhecidos em todo o Mundo-Médio pela qualidade de seus produtos avícolas.

É comum nas aldeias Mannis os homens terem varias esposas. Acredita-se que essa tradição poligâmica tenha começado, em parte, como resultado da necessidade de gerar muitos descendentes para executar trabalhos manuais em uma sociedade baseada na agricultura. Aqueles que abandonam suas sociedades Mannis para se juntaram aos de fora são rejeitados pelo resto do seu clã, que acreditam que eles vão sofrer durante toda a eternidade nas profundezas infernais de Na´ar. Os Mannis, que referem-se a si mesmos como "Os viajantes do vento do ka", desprezam os traidores e os chamam de "O povo esquecido"

Escrito por:
Anthony Flamini
Ilustrado por:
Richard Isanove/David Yardin/Val Staples/Jale Lee
Tradução e adaptação:
Equipe "Projeto 19"

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19

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